segunda-feira, 7 de maio de 2012

06/05/12 – 16:30 Primeiro relato.


E tu serás a melhor lembrança de todos os meus dias vazios. Certamente não haverá um dia dos que virão pela frente em que eu não vá sentir tua falta.
Gostaria de escrever de forma mais fria, mais egoísta e egocêntrica, como todos sabem que sou... Mas a única coisa que consigo fazer é rememorar uma a uma das situações nas quais fomos felizes. Cada viagem, cada sorriso, cada banho, cada tarde de ócio, cada crise na qual nos demos suporte... Eu queria ter o poder de voltar no tempo e corrigir cada pequeno detalhe que te levou embora, mas é impossível... Eu te cansei dias depois de ter lido um texto lindo sobre não cansar quem amamos... Não! Não foi dias depois... Eu te cansei há tempos... Não fui o bastante. Te deixei descobrir o quanto tu eras muito pra mim... Tanto... Muito.
E agora, após tanto tempo de egoísmo infindável, cá estou tendo a atitude mais... Como é mesmo a palavra? Deus! Eu nem sei qual é o antônimo de egoísmo! Seja lá qual for, o dia em que decidi ser menos egoísta, ser menos eu... Foi hoje, quando te deixei ir embora e abri mão de tudo o que sinto, de tudo o que sou pra te ver bem e feliz. Bem melhor sem mim.

Este é o primeiro relato, pois decidi escrever aqui todas as vezes em que o dia amanhecer cinza, ou quando a saudade for insuportável. Estas palavras silenciosas pedem perdão com todas as forças que existem em mim, e juro que só escreverei o último quando tiver certeza absoluta de que todo o sofrimento, dor, saudade e o amor se foram. Veremos quantas mil laudas isso aqui vai dar.

É meio que pra não surtar... O Bruno está vindo aqui agora. Uma vez tu me dissestes que ele é a última pessoa a quem se deve procurar quando se está sofrendo e tu tens toda razão nisso... Mas hoje eu preciso chorar até desidratar, então acho que qualquer ombro vai servir... Odeio o Bruno por ter te apresentado pra mim neste momento, mas o amo por ter sido tão bom cada momento que vivi ao teu lado - quando eu passar da fase da dor e entrar na fase da raiva, vou me arrepender destas palavras. Lembra da minha teoria de superação? Começa com o sofrimento, passa pra raiva, depois vem a indiferença e enfim tu estás livre do sentimento e literalmente da pessoa. Estou na fase do sofrimento, na qual vou escrever milhares de palavras dóceis, saudosas e amenas ao teu respeito... Então não, não odeio o Bruno. A culpa de tudo isso ter dado no que deu foi minha, nossa... Minha por ter te cansado, tua por não ter tido paciência... A diferença é que tu já me amas menos, então pra ti será bem mais fácil. Sabe... Das outras vezes que saí de um relacionamento eu sempre tive certeza de que eu gostava menos, então era fácil superar isso... Já te contei que nunca antes haviam terminado comigo? Sério... É o egoísmo novamente, quem termina sou sempre eu, quem supera mais rápido sou sempre eu, e assim vai... Sempre já havia alguém em vista, ou eu sempre estava confiante o bastante para recomeçar. Bem... Deves saber que não é este o caso desta vez. Não há ninguém em vista, não estou na minha fase mais confiante. Não sei como vai ser isso.

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